 Carlos Dias (moderador e presidente da AXL), Jorge Antão (presidente da FPX), Joaquim Sá (presidente do CJ), António Bravo (vice-presidente da FPX) e Bruno Figueiredo (secretário da FPX)
O encontro nacional começou à hora prevista com mais de duas dezenas de participantes de vários clubes, das associação distritais de Aveiro, Leiria, Santarém, e do Porto, da associação regional dos Açores, e dos membros da direcção da FPX. O encontro decorreu de forma fraterna e construtiva, mesmo tendo sido ocasionalmente mais frontal, mas sempre de forma respeitosa com várias ideias surgiram para promover o xadrez e alterar o panorama do xadrez e problemas que tem afectado a modalidade.
Situação das Contas
A nova ROC, Paula Cristina Oliveira, apresentou as directrizes dos novos procedimentos relativamente aos pagamentos, nomeadamente as filiações, pelas associações distritais e clubes, de modo a tornar o sistema de recibos mais célere.
O Presidente do conselho da Justiça Eduardo Sá fez uns reparos sobre os regulamentos e afirmou que o seu conselho esta disponível dentro das suas competências para a comunidade xadrezistica. E que este conselho não será como outras modalidades nomeadamente do futebol.
Regulamento de competições
As polémicas alíneas 4 e 5 do artigo 36 do Regulamento de Competições da FPX foram alvo de ataque cerrado da quase totalidade dos presentes, tendo o presidente Jorge Antão indicado ser sua intenção revogá-las, embora não garantindo, por motivos júridicos, que essa revogação tenha efeitos já na próxima época. O consenso parece também indicar que a maioria dos clube e associação é favorável à redução de seis para quatro tabuleiros na primeira divisão.
Relativamente à estrutura dos campeonatos nacionais por equipas, os presentes revelaram grande abertura aos diferentes possíveis formatos: entre as hipóteses discutidas estão a realização da 1ª divisão no sistema casa-fora, com ou sem apuramento para uma fase final, a abolição dos campeonatos distritais, com a 3ª divisão a ser disputada em sistema suíço em 8 zonas; a divisão da 2ª divisão em três séries de dez equipas; a redução do números de equipas por clube a disputar os nacionais de quatro para três, e a realização dos encontros com as equipas concentradas num único local, com eventuais jornadas duplas. Foi também ponderada a hipótese de redução da 1ª divisão a dez equipas ou doze equipas, após uma época transitória.
Carlos Resendes, da AXRA Açores, pôs à discussão a situação das equipas do arquipélago, considerando injusta a situação actual, onde são quase exclusivamente as equipas insulares a deslocar-se ao Continente, suportando os custos dessas viagens, e afirmando que essa situação deve ser equitativa entre clubes insulares e continentais; propôs também concentrar a meia-final da 3ª divisão com a fase final da prova, de modo a evitar uma possível deslocação adicional às equipas das ilhas.
Também usou da palavra o novo seleccionador nacional, António Pereira dos Santos, relativamente à próxima participação portuguesa nas Olimpíadas. por xadrez64.com
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