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Notícias
Federação Nomeia Selecionador04-Mai-2010
Antonio Pereira dos Santos é o <br>novo Seleccionador nacional de xadrez<br>foto Juliana Chiu

Antonio Pereira dos Santos é o
novo Seleccionador nacional de xadrez
foto Juliana Chiu

A Federação Portuguesa de Xadrez reuniu no passado domingo; entre os muitos temas debatidos esteve o assunto das selecções nacionais. Entendeu a direcção que seria necessário haver um cargo de seleccionador na Federação.
O nome do novo seleccionador é António Pereira dos Santos, mestre nacional, de 54 anos, actual jogador do Ginásio Clube de Odivelas., Jogador e treinador ao longo de muitos anos e profundo conhecedor do xadrez nacional; oriundo duma família com grande tradição xadrezistica, escreve cronicas de xadrez para o jornal "Diário de Noticias". Terão sido os motivos consensuais na escolha do Mestre Nacional.
António Pereira dos Santos irá entre outras funções comandar a equipa Portuguesa na participação olímpica, que decorre este ano na Rússia, em Khanty-Mansiysk.

As 39º olimpíadas de xadrez decorrem entre 20 de Setembro a 4 de Outubro. O cargo que irá desempenhar engloba a selecção masculina e Feminina.

Procurámos a reacção de vários jogadores que representaram Portugal sobre a nomeação de António Pereira dos Santos. Os jogadores que se pronunciaram foram o GM Array, o IM Array e a WFM Array.

O Grande Mestre português foi contido nas palavras referindo que achava positiva a existência de um seleccionador Nacional para o Xadrez. Sobre a escolha do novo timoneiro da selecção, disse apenas que “está na perspectiva...”.

Recolhemos também as impressões do mestre FIDE Paulo Dias:

xadrez64: que achas sobre a nomeação?

Paulo Dias: Desejo que faça um bom trabalho (estendo os desejos também à recém-eleita direcção que é essencial faça um bom trabalho)! Não vale a pena nem elogiar nem criticar antes de-se conhecerem as suas ideias. Acho que é um bom sinal, pelo menos haver um Seleccionador. Espero que reflicta uma linha de orientação onde as selecções e os representantes internacionais (em escalões não jovens) deixem de ser a 147ª prioridade.

x64: achas que tem perfil para seleccionador nacional?

P.D.: Penso que mais importante que o perfil, são a competência e a isenção no exercício das suas funções. Espero que o António tenha capacidades para as assegurar.

x64 Que coisas novas poderá trazer as selecções nacionais?

P.D.: Acho que há duas questões essenciais. Uma a da transparência e competência na escolha das Selecções e outra a da re-motivação dos atletas para representar a FPX e para investirem na sua actualização teórica e vertente competitiva perante a realidade competitiva actual. Para o 1º ponto, devem ser definidos imediatamente (já vai com atraso) os critérios de nomeação para as selecções. Devem ficar claros e inequívocos! O 2º ponto, deve ser feito criando condições de participação em torneios internacionais e nacionais (nomeadamente nas provas oficiais) que permitam aos eventuais representantes nacionais não estar períodos de 6-8 meses sem competir a sério. Esta é uma realidade que mata qualquer expectativa de melhorar.

Entrevistámos também a WIM Catarina Leite:

xadrez64: Que achas da nomeação?

Catarina Leite: Espero que seja mais do que uma nomeação para ocupar um lugar que há muitos anos não era ocupado, na verdadeira acepção da palavra!
O António como seleccionador, traz-me à lembrança a Olimpíada de Istambul (2000), onde a equipa ganhou o seu escalão de Elo e onde fiz o meu título directo de Mestre Internacional Feminina. Antes disso, já havia um trabalho começado, que deu nas vistas no Europeu de Batumi (1999). Nessa altura, tivemos aulas regulares de xadrez, torneios de preparação para as provas e uma maior competitividade no xadrez feminino. A selecção de 2000 foi constituída por mim, Alda Carvalho, Sofia Henriques e Margarida Coimbra, mas lembro-me da Cláudia Sirgado (que nesse ano ficou em 2º no Nacional Feminino), a Tânia Saraiva (ex-Olímpica), a Vera Oliveira (ex-Olímpica), a Mª do Céu Silva (ex-Olímpica), entre outras, que disputavam o Campeonato Nacional Feminino. Como sabem, hoje a Selecção Feminina tem a sua constituição à partida definida (indiscutivelmente) nos 4 tabuleiros, onde a única competitividade que há é na ordem dos tabuleiros, o que empobrece a competição e cria desinteresse.
Não esquecendo os últimos 10 anos, onde a Selecção Feminina foi tão mal tratada e prejudicada, espero que esta nova década seja produtiva para o xadrez feminino português, mas mais que isso, que voltem a criar condições para participações dignas dos atletas portugueses nas suas representação nacionais, independentemente do sexo e idade.

x64: achas que tem perfil para seleccionador nacional ?

C.L.: Sim, acho que o António tem os seus métodos, que podem não ser consensuais, mas que sempre foram claros. Penso que ele tem uma boa relação com todas as jogadoras habituais da selecção, o que ajuda no diálogo. Espero que voltemos a ter treinador, torneios de preparação e o acompanhamento necessário para que possamos obter os melhores resultados possíveis.

x64: Que coisas novas poderá trazer as selecções nacionais?

C.L.: Acredito que ele, como jogador que também é, vai querer trazer novamente respeito e dignidade, por parte da Federação, aos seus jogadores, para que possam mostrar todo o seu xadrez, sem terem de se preocupar com politiquices e com as condições em que os enviam em representações nacionais.A Federação Portuguesa de Xadrez reuniu no passado domingo; entre os muitos temas debatidos esteve o assunto das selecções nacionais. Entendeu a direcção que seria necessário haver um cargo de seleccionador na Federação.
O nome do novo seleccionador é António Pereira dos Santos, mestre nacional, de 54 anos, actual jogador do Ginásio Clube de Odivelas., Jogador e treinador ao longo de muitos anos e profundo conhecedor do xadrez nacional; oriundo duma família com grande tradição xadrezistica, escreve cronicas de xadrez para o jornal "Diário de Noticias". Terão sido os motivos consensuais na escolha do Mestre Nacional.
António Pereira dos Santos irá entre outras funções comandar a equipa Portuguesa na participação olímpica, que decorre este ano na Rússia, em Khanty-Mansiysk.

As 39º olimpíadas de xadrez decorrem entre 20 de Setembro a 4 de Outubro. O cargo que irá desempenhar engloba a selecção masculina e Feminina.

Procurámos a reacção de vários jogadores que representaram Portugal sobre a nomeação de António Pereira dos Santos. Os jogadores que se pronunciaram foram o GM Array, o IM Array e a WFM Array.

O Grande Mestre português foi contido nas palavras referindo que achava positiva a existência de um seleccionador Nacional para o Xadrez. Sobre a escolha do novo timoneiro da selecção, disse apenas que “está na perspectiva...”.

Recolhemos também as impressões do mestre FIDE Paulo Dias:

xadrez64: que achas sobre a nomeação?

Paulo Dias: Desejo que faça um bom trabalho (estendo os desejos também à recém-eleita direcção que é essencial faça um bom trabalho)! Não vale a pena nem elogiar nem criticar antes de-se conhecerem as suas ideias. Acho que é um bom sinal, pelo menos haver um Seleccionador. Espero que reflicta uma linha de orientação onde as selecções e os representantes internacionais (em escalões não jovens) deixem de ser a 147ª prioridade.

x64: achas que tem perfil para seleccionador nacional?

P.D.: Penso que mais importante que o perfil, são a competência e a isenção no exercício das suas funções. Espero que o António tenha capacidades para as assegurar.

x64 Que coisas novas poderá trazer as selecções nacionais?

P.D.: Acho que há duas questões essenciais. Uma a da transparência e competência na escolha das Selecções e outra a da re-motivação dos atletas para representar a FPX e para investirem na sua actualização teórica e vertente competitiva perante a realidade competitiva actual. Para o 1º ponto, devem ser definidos imediatamente (já vai com atraso) os critérios de nomeação para as selecções. Devem ficar claros e inequívocos! O 2º ponto, deve ser feito criando condições de participação em torneios internacionais e nacionais (nomeadamente nas provas oficiais) que permitam aos eventuais representantes nacionais não estar períodos de 6-8 meses sem competir a sério. Esta é uma realidade que mata qualquer expectativa de melhorar.

Entrevistámos também a WIM Catarina Leite:

xadrez64: Que achas da nomeação?

Catarina Leite: Espero que seja mais do que uma nomeação para ocupar um lugar que há muitos anos não era ocupado, na verdadeira acepção da palavra!
O António como seleccionador, traz-me à lembrança a Olimpíada de Istambul (2000), onde a equipa ganhou o seu escalão de Elo e onde fiz o meu título directo de Mestre Internacional Feminina. Antes disso, já havia um trabalho começado, que deu nas vistas no Europeu de Batumi (1999). Nessa altura, tivemos aulas regulares de xadrez, torneios de preparação para as provas e uma maior competitividade no xadrez feminino. A selecção de 2000 foi constituída por mim, Alda Carvalho, Sofia Henriques e Margarida Coimbra, mas lembro-me da Cláudia Sirgado (que nesse ano ficou em 2º no Nacional Feminino), a Tânia Saraiva (ex-Olímpica), a Vera Oliveira (ex-Olímpica), a Mª do Céu Silva (ex-Olímpica), entre outras, que disputavam o Campeonato Nacional Feminino. Como sabem, hoje a Selecção Feminina tem a sua constituição à partida definida (indiscutivelmente) nos 4 tabuleiros, onde a única competitividade que há é na ordem dos tabuleiros, o que empobrece a competição e cria desinteresse.
Não esquecendo os últimos 10 anos, onde a Selecção Feminina foi tão mal tratada e prejudicada, espero que esta nova década seja produtiva para o xadrez feminino português, mas mais que isso, que voltem a criar condições para participações dignas dos atletas portugueses nas suas representação nacionais, independentemente do sexo e idade.

x64: achas que tem perfil para seleccionador nacional ?

C.L.: Sim, acho que o António tem os seus métodos, que podem não ser consensuais, mas que sempre foram claros. Penso que ele tem uma boa relação com todas as jogadoras habituais da selecção, o que ajuda no diálogo. Espero que voltemos a ter treinador, torneios de preparação e o acompanhamento necessário para que possamos obter os melhores resultados possíveis.

x64: Que coisas novas poderá trazer as selecções nacionais?

C.L.: Acredito que ele, como jogador que também é, vai querer trazer novamente respeito e dignidade, por parte da Federação, aos seus jogadores, para que possam mostrar todo o seu xadrez, sem terem de se preocupar com politiquices e com as condições em que os enviam em representações nacionais.

por xadrez64.com


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